Deprimente :: Distribuição de spam na América Latina é liderada pelo Brasil

Spam

São Paulo – O Brasil é o que mais distribui spam na América Latina. O País ficou em primeiro lugar no envio de mensagens indesejadas, com participação de 36% dos e-mails não solicitados que circularam pela Web na região no segundo semestre de 2007, segundo a 13ª edição do Relatório de Ameaça de Segurança na Internet realizado pela Symantec.

O estudo monitorou a Internet na região no período de 1º de julho a 31 de dezembro de 2007 e comprovou que o Brasil lidera o ranking de ameaças de Web no continente, tendo respondido por 37% das atividades nocivas. As principais portas de ataques foram as redes sociais e o e-mail. Este último sofreu um alto índice de invasões por phishing e spam.

Segundo o relatório, o aumento do spam no Brasil se deve ao crescimento da banda larga. O meio mais utilizado para disseminação dessas mensagens foram as redes bot, que disparam e-mails de forma maciça. Isso fez com que o país ficasse em sexto lugar no ranking mundial em computadores infectados por bot.

O Brasil também aparece em primeiro lugar entre os países da América Latina na criação de códigos maliciosos, hospedagem se sites com phishing, invasões por redes zumbi e ataques a servidores.

No ranking global, o Brasil aparece em 9º lugar na geração de ameaças na Internet, o que segundo Marcelo Silva, diretor de serviços profissionais da Symantec, mostra uma maior maturidade dos cibercriminosos. No estudo anterior, o país estava na 12ª posição. “Estamos gerando mais conteúdo nocivo em português”, afirma o executivo”.

Silva destaca que o crescimento da banda larga no Brasil levou mais brasileiros para Internet, que muitas vezes não tomam cuidados básicos de segurança. Umas das principais portas de entradas dos criminosos são as redes sociais, como o Orkut, onde as pessoas tornam dados e informações públicas.

O advogado Renato Opice Blum, especializado em crime eletrônico, alerta os internautas para serem mais cuidadosos na hora de colocar perfil em páginas pessoais e divulgar informações sigilosas em programas de bate-papo online. “As pessoas não saem por ai contando sua vida para qualquer um no mundo físico. Na Internet é a mesma coisa”, diz o especialista.

Fonte: www.wnews.com.br

Comments are closed.